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Parabola do Fermento

E dizia: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei?
É semelhante ao
grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e cresceu, e fez-se grande árvore, e em seus ramos se aninharam as aves do céu.
E disse outra vez: A que compararei o reino de Deus?
É semelhante ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três medidas de farinha, até que
tudo levedou. Lc 13:18-21

 

ILUSTRAÇÃO

Relatar o aconselhamento a uma pessoa do trabalho sobre sua vida pessoal.

 

INTRODUÇÃO
De todas as parábolas que Jesus ensinou ao lado do Mar da Galiléia, esta é a mais breve. Tanto Mateus como Lucas registram esta parábola em associação imediata com a parábola da semente de mostarda, o que deixa a clara impressão de que ela, também, tem a ver com o modo como o reino se expande, ainda que seu impulso pareça mais para dentro do que para fora.


Jesus Quebra os paradigmas:
Embora o fermento simbolize influências malignas em outras par-tes do Novo Testamento (Lc 12:01), ele interpretado dessa maneira nesta parábola. Tal como acontece com a primeira que descreve a obra de Jesus em termos de atividades agrícolas de um homem e a segunda em termos das atividades domésticas de uma mulher. Joel B. Green escreve que Jesus "pede às pessoas - homens ou mulheres, privilegiados ou camponeses, não importa - que entrem no domínio das mulheres e donas de casa do primeiro século para que ganhem uma nova perspectiva sobre o domínio de Deus."

A grande quantidade de farinha pode sugerir uma ocasião festiva planejada, pois o pão produzido poderia alimentar uma centena de pessoas.

 

DESENVOLVIMENTO

A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei?

1.Oque é o reino de Deus?

O Reino de Deus, que foi inaugurado na terra por Cristo, está destinado a acolher todos os homens, mas foi primeiramete anunciado aos filhos de Israel. Jesus de Nazaré, o prometido Messias e Salvador da humanidade, começando assim o seu ministério, que centrou-se neces-sariamente em torno do Reino de Deus.
O Reino de Deus, que não terá fim (Dn 7,14) e que já está no meio de nós (Lc 17, 21), é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14,17).
Todas as pessoas que querem pertencer ao Reino de Deus precisam de converter-se, de realizar a vontade de Deus, ter fé em Jesus e de acolher a sua palavra. Este apelo à conversão é especi-almente para os impios, pois Jesus afirma que
não vim chamar justos, mas pecadores (Mc 2,17).
Uma vez inaugurada na Terra por Jesus, ninguém, nem mesmo Satanás, pode impedir a edifica-ção e a realização final e perfeita do Reino de Deus. Mas, este Reino, enquanto não atingir a sua perfeição,
é ainda atacado por ele, embora estes já tenham sido vencidos em suas bases pela Morte na cruz e Ressureição de Jesus.

1.1 O Reino de Deus e a Igreja: A Igreja é a semente e o começo do Reino de Deus na Terra, visto que foi Jesus, o fundador e a Cabeça da Igreja, que inaugurou o Reino de Deus na Terra. Mesmo elevado ao céu, continua a estar presente na Terra e na sua Igreja.


2. E COMO UM GRÃO DE MOSTARDA

2.1 a parábola parece chamar mais a atenção para a pequenez do começo do reino do que para a grandeza do seu fim.

2.2 O reino de Deus será sempre uma árvore bastante grande para abrigar cada coração verdadeiramente arrependido que busque refúgio em seu Senhor, e uma árvore suficientemente despida de atrações mundanas para não ter encantos para os comedores de carniça que possam buscar abrigo em seus ramos para suas próprias sombrias e carnais razões.

 


3. É SEMELHANTE AO FERMENTO

Esta parábola compartilha do mesmo sentido que a anterior, a parábola do grão de mostarda, ou seja, o crescimento forte do Reino de Deus a partir de pequenos começos. O resultado final é inevitável, uma vez que o processo natural de crescimento.

3.1 Levedura para pão: Permite, quando adicionada à massa, que esta cresça e depois seja levada ao forno e forme o pão. O pão cresce devido a todo um processo de transformação realizado pela levedura, que quando misturada com a massa, que contém açúcares. Em seguida dá-se a transformação do açucar liberando um gás, dióxido de carbono) é este gás que, ao criar bolhas na massa, vai provocar o aumento de volume da mesma.

3.2 O Fermento do Erro: O uso simbólico do "fermento", na Bíblia, é geralmente negativo, pois freqüentemente representa o pecado. No Velho Testamento o uso do fermento era proibido durante a Páscoa, a festa em que os israelitas comemoravam a libertação da servidão egípcia (Êxodo 12:15). Os israelitas não tinham permissão para incluir fermento nos sacrifícios feitos a Deus. Em Levítico 2:11, Deus disse: "Nenhuma oferta de manjares, que fizerdes ao Senhor, se fará com fermento; porque de nenhum fermento, e de mel nenhum queimareis por oferta ao Senhor."

Jesus e Paulo se referiram às falsas doutrinas como fermento. Jesus advertiu contra o fermento o falso ensinamento dos fariseus e dos saduceus (Mateus 16:12).

3.3 As três medidas com toda probabilidade sugerem simplesmente nada mais do que a quantidade costumeira de massa usada no mundo antigo para assar pão (isto é, cerca de um alqueire, pouco mais do que 35 litros

 

3.4"Que uma mulher escondeu em três medidas de farinha..." Como Buttrick observou, "Esta parábola sofreu muitas ofensas nas mãos dos alegoristas". Houve quem visse na mulher a igreja ou o Espírito Santo quando nada mais parece querer dizer além de que este é o tipo de trabalho feito costumeiramente pelas mulheres.

A parábola do fermento fala da serena transformação que o reino de Deus opera no espírito humano e do modo sem ostentação pelo qual ele passa de coração. Assim, o fermento, como a luz e o sal (Mateus 5:13-14), é um agente mudo mas poderoso.

A obra do fermento também é interna e invisível. Esta parábola é uma declaração poderosa de natureza espiritual do reino. Foi este mesmo ponto que Jesus uma vez apresentou aos fariseus: "Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós" (Lucas 17:20-21). A revolução radical do reino de Cristo (diferente dos reinos dos homens, João 8:36) iria explodir silenciosamente dentro, operando uma completa transformação do coração. O fermento precisa portanto simbolizar o evangelho como opera invisível no espírito individual (1 Pedro 1:22-23) e então passa silenciosamente de um coração para outro (Atos 8:4).

 

3.5"Até que toda ficou fermentada..." Se temos que entender a massa como o coração de uma única alma, então é certo tomar o "toda" como um absoluto; O todo da personalidade é penetrado. Mas se a massa simboliza o mundo, a parábola precisa ser entendida como falando da fermentação de todo coração honesto e bom e não de salvação universal (Mateus 7:13-14), ou alguma influência social universal ou uma humanidade não convertida.

 

APLICAÇÃO

 

 

 

CONCLUSÃO

As parábolas emparelhadas do grão de mostarda e do fermento parecem ser ambas destinadas a ilustrar o crescimento futuro e a influência do reino.

Uma fala de seu crescimento extenso e visível, a outra da mudança espiritual intensa. Mas a questão que permanece é se Jesus está olhando para a parábola do grão de mostarda no vitorioso destino final de seu reino ou simplesmente para a crescente e visível influência espiritual do evangelho na História.